Ayrton Senna da Silva
* 21/03/1960
T Eterno
Além de ser o maior piloto de Fórmula 1 de todos os tempos, Senna não deixou apenas um legado nas pistas. Ele era a própria Fórmula 1 (o mais influente da história do esporte). Autêntico, lutava contra a política interna da Fórmula 1, julgando como manipuladora, insegura e tendenciosa, principalmente à época do francês Jean-Marie Balestre (ex-presidente da FISA - depois FIA), ao supostamente favorecer o piloto também francês - Alain Prost. Senna, por diversas vezes, teria sido vítima de sabotagem. No ano da morte de Senna, a suposta "sabotagem" continuou, com um dispositivo eletrônico no carro de Michael Schumacher (Benetton), garantindo a ele, largadas perfeitas, além de ganhar tempo nos boxes durante o abastecimento por não usar o filtro de gasolina. Mas nada tirou Senna da eternidade do esporte da Fórmula 1. Até hoje é referência, pois até mesmo depois da morte de Senna (o maior cortejo fúnebre da história do Brasil - mais de 200 mil pessoas), a Fórmula 1 adotou métodos de segurança mais eficazes. Senna deu a vida pela segurança na Fórmula 1, assim como Cristo deu a vida d'Ele pela humanidade. Só existem duas fases na Fórmula 1 (Antes de Senna: a.S e Depois de Senna: d.S). É o deus da Fórmula 1 e do automobilismo. Senna também era conhecido como: Beco (apelido de infância), Rei de Mônaco, Rei de Suzuka (ganhou os três campeonatos no Japão), Rei de Detroit, Rei da América, Rei da Chuva, Magic Senna, O chefe, Mito, Lenda, The Best. Para a maioria dos brasileiros, Senna é o esportista do século, superando Pelé (futebolista).
O acidente fatal ocorreu durante o Grande Prêmio de San Marino, disputado em Ímola, na Itália, na manhã de 1º de maio de 1994
A morte de Ayrton Senna completa 32 anos nesta sexta-feira (1), relembrando um dos episódios mais marcantes da história do esporte brasileiro. O acidente fatal ocorreu durante o Grande Prêmio de San Marino, disputado em Ímola, na Itália, na manhã de 1º de maio de 1994. A confirmação oficial da morte, no entanto, só foi divulgada horas depois, às 13h05 (horário de Brasília), pelos principais veículos de comunicação do país.
Na época, o então presidente Itamar Franco decretou luto oficial de três dias. A comoção ultrapassou fronteiras, com líderes de nações como Itália, Argentina, Portugal, França, Japão e Estados Unidos enviando mensagens de solidariedade.
O corpo do piloto chegou ao Brasil no dia 4 de maio, transportado por um avião da Varig. A despedida teve proporções de cerimônia de Estado, com cortejo pelas ruas, velório aberto ao público e honras militares antes do sepultamento.
O velório foi realizado na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo e reuniu cerca de dois mil jornalistas credenciados. Ao longo das homenagens, aproximadamente dois milhões de pessoas participaram entre o trajeto do Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos até o local do velório e o cortejo final até o Cemitério do Morumbi. Só durante o velório, cerca de 200 mil fãs passaram pelo local ao longo de quase 20 horas.
As imagens da época mostram multidões enfrentando longas filas para se despedir do ídolo — muitos, inclusive, sem conseguir chegar até o caixão. O momento mais simbólico foi o cortejo final, quando nomes importantes do automobilismo ajudaram a carregar o caixão, como Gerhard Berger, Emerson Fittipaldi, Damon Hill, Alain Prost e Rubens Barrichello.
O sepultamento ocorreu no Cemitério do Morumbi, em São Paulo, onde o túmulo segue sendo ponto de visitação até hoje, recebendo homenagens constantes de admiradores.
Trajetória nas pistas
Nascido em São Paulo, em 21 de março de 1960, Ayrton Senna iniciou sua trajetória no automobilismo ainda jovem, competindo no kart a partir de 1973. Nos anos seguintes, avançou para categorias de base na Europa, como a Fórmula Ford e o Campeonato Britânico de Fórmula 3.
Sua estreia na Fórmula 1 aconteceu em 1984. Ao longo da carreira, defendeu equipes como Toleman, Lotus, McLaren e Williams. Foram 162 Grandes Prêmios disputados, com três títulos mundiais, 41 vitórias, 80 pódios e 65 pole positions.
A primeira vitória veio no GP de Portugal, em 1985, pela Lotus. Já o último triunfo foi conquistado no GP da Austrália, em 1993, defendendo a McLaren — equipe pela qual alcançou o auge da carreira e conquistou seus três campeonatos mundiais.
Da CNN Brasil/Esportes
Legenda na Foto: Jornal e Blog Correio dos Municípios - Itabuna/BA
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