Os professores vivem exaustos pelo trabalho e falta de reconhecimento. Os professores merecem respeito!
Gugu, Gugu...
Os professores da zona rural (rede municipal) amanheceram indignados hoje (20) em Itabuna. Eles expuseram a revolta com o corte da gratificação do Difícil Acesso e Auxílio Deslocamento e aproveitaram o ensejo para reivindicar a valorização ao segmento. Essa medida de Augusto Castro também afeta os professores da zona urbana e foi tomada de forma repentina. Avisar para quê?
A retirada dos direitos dos professores da rede municipal de Itabuna, deu-se por conta da aprovação da Lei Municipal de número 2.755/2026. O direito ao recebimento ao auxílio de difícil acesso e auxílio deslocamento são amparados pelo Plano de Carreira e Plano Municipal de Educação.
O valor que era fixo passará a ser uma renda variável. Os professores terão de comprovar os gastos mês a mês com o transporte às escolas do campo e urbana de difícil acesso, denominado a partir de agora, de Auxílio Locomoção. Alguns profissionais tinham esse direito há mais de dez anos, estando incorporado ao patrimônio jurídico e financeiro do titular do direito, afirmou a presidente do Sindicato do Magistério Municipal Público de Itabuna - SIMPI, Carminha Oliveira.
Os diretores e coordenadores pedagógicos também sofreram com a nova decisão. Eles têm agora, cargos comissionados/função gratificada, sendo que as horas extras ministradas aos sábados letivos, deixaram de ser horas suplementares.
A gratificação de difícil acesso para professores é um direito assegurado aos docentes que lecionam em unidades escolares situadas em zonas rurais, vilas ou povoados de difícil locomoção, conforme, inclusive, o Estatuto do Magistério do Estado da Bahia (Lei 8.261/2002) e legislações municipais.
"Eles não avisam. Você dorme com um direito garantido e acorda com o direito retirado. Mudam a nomenclatura dos cargos os quais ocupam, os nomes de departamento, etc." Afirmou um professor (que não quis se identificar, temendo represálias) ao Jornal e Blog Correio dos Municípios. No Brasil vale a "canetada?"
A classe de professor no Brasil, em geral, sofre. São baixos os salários, há cobranças excessivas da hierarquia na escola e das delegacias de educação, péssimas instalações físicas (matagal, telhado quebrado, falta de água potável, portas e janelas danificadas, ventiladores, segurança, estradas ruins, escassez de ferramentas de trabalho (os professores fazem as tarefas no próprio computador e aparelhos de smartphone), prática de stalking, etc.
Em geral, os trabalhadores da educação, incluindo porteiros, merendeiros, agentes de limpeza, professores, coordenadores, diretores, vêm "surtando" literalmente. Há escolas, onde todos tomam remédios controlados (do porteiro ao diretor), fazem terapias com psicólogos e acompanhamento médico com psiquiatras, por desenvolverem depressão, ansiedade e síndromes, como a de bornout.
Estudos indicam de que há baixa adesão à carreira docente no Brasil. Apenas 27% dos estudantes de licenciatura desejam atuar nas salas de aula. E 49% dos professores não recomendam a profissão.
Da Redação do Correio dos Municípios
Foto: Correio dos Municípios e professores presentes
Fontes: SIMPI;
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