terça-feira, 1 de setembro de 2026

PORTO SEGURO. QUASE 500 PEIXES DE ESPÉCIE INVASORA SÃO RETIRADOS DO MAR

 Quase 500 peixes de espécie invasora são retirados do mar em Porto Seguro,  na Bahia | Jornal Correio  Quase 500 peixes foram retirados do mar pelos pescadores 

 

 Ação paga R$ 10 por exemplar capturado por pescadores e terá incentivo mantido por mais 30 dias

 

 Uma ação realizada em Porto Seguro, no extremo sul da Bahia, retirou aproximadamente 500 peixes-leão do mar em apenas um mês. A iniciativa reúne a Colônia de Pescadores e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Causa Animal (Semac) e busca reduzir a presença da espécie invasora na região. 

 Os pescadores recebem R$ 10 por cada peixe-leão capturado. Os exemplares são entregues à Colônia e, posteriormente, encaminhados para a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), onde passam a integrar pesquisas científicas. 

 Na universidade, os animais serão contabilizados e terão peso e tamanho registrados. Os pesquisadores também vão analisar características como alimentação, genética, origem e comportamento. Outra frente dos estudos será avaliar o beneficiamento do pescado e a possibilidade de aproveitamento da espécie em uma cadeia produtiva. 

 A ação deve continuar. Segundo a Prefeitura de Porto Seguro, o pagamento pelo incentivo à captura será mantido por mais um mês. O peixe-leão passou a ser registrado na Bahia em 2025, quando foi identificado em Maraú, no baixo sul do estado. A espécie é natural do oceano Indo-Pacífico e é considerada invasora nos locais onde não pertence originalmente ao ecossistema. Um dos motivos de preocupação é a capacidade de expansão da população.

 O animal se reproduz várias vezes ao ano e pode produzir milhares de ovos e larvas. Além disso, tem alimentação intensa e não costuma ser identificado como presa pelos possíveis predadores presentes nesses ambientes, favorecendo sua disseminação. O contato também pode representar perigo para seres humanos. Na fase adulta, o peixe-leão pode apresentar 18 espinhos venenosos, capazes de provocar dores e náuseas e, em situações mais graves, até convulsões. 

 

 

Do Correio da Bahia 

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